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Hinos e Escudos

Dois hinos, duas histórias

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O primeiro hino oficial do Santa Cruz foi composto em 1952 pelos irmãos João Vítor e Raul Valença, os Irmãos Valença, autores de frevos e marchas carnavalescas nacionalmente conhecidas, como Teu Cabelo Não Nega e Mulata. Seis anos mais tarde, logo depois da conquista do supercampeonato, Capiba compôs a música ‘O Mais Querido’, imediatamente adotado pela torcida como hino extra-oficial. Em 1976, ano do bisuper, o próprio maestro atualizou a música com referência ao novo título. Somente no século XXI, o clube formalizou a obra como seu segundo hino.

Hino do Santa Cruz (Irmãos Valença)

Nos anais, nos calendários
Fiquem sempre por lembrança
Teus lauréis extraordinários
De bravura e de pujança
Nos esportes tua história
É orgulho a que faz jus
Este símbolo de glória
Que é teu nome Santa Cruz
Uma voz proclama e canta
É a voz das multidões
Santa Cruz, querido Santa!
Campeão dos campeões
Esta multidão tamanha
Gente pobre que te aclama
Lembra o ouro que se apanha
Nos cascalhos e na lama
Esse ouro é sangue, é vida
É delírio, raça, e amor
A bandeira tão querida
A bandeira tricolor

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Hino do Santa Cruz (Irmãos Valença)

O mais querido (Capiba)

Santa Cruz! Santa Cruz!
Junta mais esta vitória
Santa Cruz! Santa Cruz!
Ao teu passado de glória
És o querido do povo
O terror do Nordeste no gramado
Tuas vitórias de hoje
Nos lembram vitórias do passado
Clube querido da multidão
Tu és o Supercampeão

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O mais querido (Capiba)

O escudo e sua evolução

Teófilo de Carvalho, o primeiro jogador negro do futebol nordestino, é também o autor do desenho do escudo do Santa Cruz. Estudante de Engenharia, Lacraia era bem informado e possuía talento para desenho. Como a âncora é o símbolo da firmeza e da tranquilidade, ele optou por uma âncora branca estilizada, ladeada por gomos vermelho do lado esquerdo e preto à direita, com as letras S.C.F.C sobrepostas.

Nos anos 1970, uma mudança estatutária inverteu as cores vermelha e preta. No início deste século, oito estrelas foram incorporadas ao escudo representando o trisuper e o pentacampeonato, mas a ideia logo foi abandonada por prejudicar a visibilidade do símbolo na camisa. Em 1959, o Santa teve de usar uma camisa com o símbolo idêntico ao do São Paulo. Há duas explicações para isso: a primeira que foi erro da tecelagem que vendeu os uniformes; a outra é que o Santa usou as camisas em homenagem a Lanzoninho, ex-jogador são-paulino que foi campeão pernambucano de 1957. O fato é que a utilização desse não-oficial foi apenas circunstancial.