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21/02

Preparação Física: Jailton Cintra explica o planejamento para o início dos jogos

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Preparação Física: Jailton Cintra explica o planejamento para o início dos jogos

A pandemia de covid-19 afetou o futebol em praticamente todos os seus procedimentos ao redor do mundo inteiro. E no Brasil não foi diferente, com o calendário de partidas interferindo diretamente no tempo disponível para a intertemporada de 2020 para 2021. Para o Santa Cruz foram apenas treze dias de recesso dado aos atletas, entre o jogo da classificação tricolor para a fase de grupos da Copa do Nordeste 2021 e a reapresentação da nova temporada. Cenário que trouxe para os preparadores físicos do tricolor um desafio a mais, na busca para deixar o elenco no melhor nível de desempenho possível na nova carga de trabalho.

Referência do futebol nordestino, o preparador físico e professor Jailton Cintra traçou uma análise sobre a primeira semana de trabalhos físicos, com foco nas competições de 2021, cuja reapresentação aconteceu na última segunda-feira (15). Formado na Escola Superior de Educação Física (ESEF – UPE), Jailton também citou as dificuldades que o departamento – que conta ainda com o preparador Cláudio Romão, e o preparador e fisiologista Joelson Correia – trabalha para superar no encurtamento do prazo de intertemporada.

Joelson Correia, Jailton Cintra e Cláudio Romão formam o Departamento de Preparação Física coral

“Foi uma semana proveitosa de trabalho. O ideal não é apenas uma semana, e temos pela frente uma quantidade de jogos que não tem mais parada. Serão jogos em dias de quarta e domingo. Se fazia a necessidade de termos uma base, um lastro físico, técnico e tático. Agora também com a chegada do novo treinador (João Brigatti), colocando os seus conceitos e a sua metodologia de trabalho, a resposta do grupo está sendo muito boa. Temos grandes expectativas”, avaliou Jailton, antes de apontar os passos dados para superar o curto prazo e minimizar o risco de lesões.

“Existe uma preocupação imensa. Na realidade, você tem uma semana e logo em seguida duas competições muito importantes, que são o Estadual e o Regional. Daqui a pouco também tem a Copa do Brasil, e mais para frente começa a Terceira Divisão. Então, não é o ideal uma semana apenas. Outras vezes você tinha um mês, vinte dias, mas estamos com um planejamento pronto para ter êxito, e que a gente possa pensar jogo a jogo, como o João Brigatti fala bastante. Estamos a cada semana planejando e controlando a aplicação de cargas para não ter lesões.”

A busca pela performance

“A característica hoje do futebol brasileiro é de força e velocidade. Mas para isso, tem que ter as características dos próprios jogadores e as suas qualificações geneticamente. O futebol precisa da capacidade de resistência, porque é um esporte coletivo de 90 minutos, aí a nossa equipe tem que estar bem preparada. Estamos fazendo o máximo possível para atingir performance, para nessa sequência de jogos o time ter uma condição de não ter muita gente no Departamento Médico. A competição começa na quarta-feira, e com o planejamento do Departamento de Fisiologia, junto com a nutrição e a comissão técnica, integrando para que o trabalho seja proveitoso, tivemos uma semana bem proveitosa”

Desempenho ideal

“Isso é muito relativo, quando você coloca o ideal. Tem um lastro feito já em 2021 – porque era a sequência de competições de 2020 – e tivemos a transição, que é o descanso. Tem que pensar jogo a jogo para ter a performance. Pensando assim, a gente vai consequentemente, independentemente de individuaidade e faixa etária, atingir os objetivos de conquista.”

Jovens da base e atletas mais experientes

“Você tem uma mescla no elenco hoje. O trabalho é individualizado quando coloca aplicações dos aspectos físicos, carga individualizada, e avaliação do início da temporada, que é o Soccer Test. Sabemos o nível de VO2 máximo (consumo de oxigênio do atleta), o nível de distância percorrida, e temos o controle de fisiologia com o GPS, para controlar essa intensidade. As cargas em relação ao trabalho global são controladas de acordo com a intensidade de cada um. Se atingir aquela intensidade ‘X’, a gente dosa. Se não atingir, a gente complementa. Necessariamente, precisa o grupo estar preparado em um contexto total, ter um grupo apenas de individualidade e sim homogêneo. Essas caracteristicas fazem ter um grupo heterogêneo no início, e a gente faz de tudo com planejamento, organização e controle, para que fique homogêneo nos aspectos físico, mental, técnico e tático.”

Fotos: @rafaelmelofoto/Santa Cruz

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