Marcar um gol com a camisa do Santa Cruz é um sonho que todo torcedor tricolor desejou realizar ao menos uma vez na vida. E nesse quesito, ninguém tem mais propriedade do que Humberto de Azevedo Viana, o Tará.
Há exatos 107 anos, em 29 de agosto de 1914, nascia o atleta que se tornaria o maior artilheiro de todos os tempos do Santa Cruz. Mais do que um jogador, Tará se tornaria um marco na história do clube, que pode se dividir em antes e depois do seu legado.
Foram ao todo 207 gols marcados pelo Tricolor, onde jogou no intervalo de 1931 a 1942, depois no ano de 1948, ainda na época em que os primeiros laços com o Arruda eram formados.
Vestindo o manto tricolor, foi um dos principais responsáveis pelos três primeiros títulos estaduais da história do clube, em 1931, 1932 e 1933, além de levantar a taça em 1935 e 1940. Decisivo, foi autor de dois gols na final de 31 sobre o Varzeano, e de três gols na decisão de 35 contra o Tramways.
Tará foi o primeiro grande ídolo da história do Santa Cruz e está eternizado na memória do clube, sobretudo pela entrega no período em que o profissionalismo ainda não estava estabelecido no futebol.
Além dos troféus, sua liderança em campo e amor à camisa coral também brilhavam em feitos pontuais, como o gol marcado no amistoso contra a Seleção Brasileira, em que o Tricolor saiu derrotado por 3×1 em 1934 – o Santa venceria dias depois por 3×2 -, além de fazer dez gols em uma única partida, e marcar um gol de bicicleta antes mesmo do craque da Seleção Leônidas da Silva.
Tará nos deixou em 7 de setembro do ano 2000, no dia da Independência do Brasil, aos 86 anos. Entretanto, seu legendário legado segue como um dos mais importantes nos 107 anos do Santa Cruz, sendo o maior de todos os artilheiros.
Texto: Diego Borges/Santa Cruz