
Diretoria Coral apresenta notícia-crime ao MPPE.
O Santa Cruz, através de sua Diretoria Executiva e Deliberativa, apresentou ao Ministério Público de PE (MPPE), notícia-crime de racismo contra o torcedor do Clube Náutico Capibaribe, Luiz André…
O Santa Cruz, através de sua Diretoria Executiva e Deliberativa, apresentou ao Ministério Público de PE (MPPE), notícia-crime de racismo contra o torcedor do Clube Náutico Capibaribe, Luiz André Lapenda, que no seu Twitter pessoal postou: “Vou confessar. Perder pra esse time de pobre, preto e puta me incomoda”.
Estiveram presentes ao MPPE, Antônio Luiz Neto, Presidente Executivo Coral; professor Sylvio Ferreira, Presidente do Conselho Deliberativo; Desembargador Bartolomeu Bueno, Presidente de Honra do Conselho Deliberativo; Ex-presidente Rodolfo Aguiar e o advogado Pedro Avelino, representando o Santa Cruz.
O Presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), também compareceu para, juntamente com o Santa Cruz, também, apresentar a notícia-crime contra Luiz André Lapenda, torcedor alvirrubro.
Os dirigentes Corais e o Presidente da FPF, Evandro Carvalho, foram recebidos pelo Procurador-Geral do MPPE, doutor Agnaldo Fenelon; pela Coordenadora do GT Racismo do MPPE, Bernadete Azevedo; doutora Cristiane de Gusmão Medeiros, Promotora e Coordenadora da central de Inquéritos do MPPE.
De posse da documentação protocolada pelo Santa Cruz e Federação Pernambucana de Futebol, o Procurador-Geral do MPPE, Agnaldo Fenelon, garantiu urgência nos trabalhos para punir os possíveis culpados.
“O Ministério Público de PE vai tomar as providências contra esse abuso que está acontecendo. Isso é um crime de racismo; as pessoas, hoje, usam a redes sociais para fazer o mal e, após receber esse documento do Santa Cruz e FPF, encaminhei imediatamente à Central de Inquéritos do MPPE e, lá, serão tomadas as providências e já. Vamos dar exemplo ao País, pois Pernambuco não aceita mais crime de racismo e o MPPE vai acompanhar o inquérito policial e punir o culpado (ou culpados)”, disse o Procurador.
Como Presidente Executivo Coral, Antônio Luiz Neto ressaltou a ratificou o papel de defensor dos ideais do Santa Cruz que, desde sua fundação, deixara bem claro que foi fundado para ser um clube de futebol com inclusão social irrestrita.
“O Santa Cruz está tratando deste assunto da forma que deve ser tratado em razão de ser o Santa Cruz quem ele é: o Santa Cruz criado para incluir; em suas cores representa as três raças (preto, o africano; branco, o europeu; vermelho, o índio), então, na hora em que alguém tenta ofender uma dessas três raças, nós temos que reagir veementemente”, comentou o Presidente Coral.
Como representante máximo do Conselho Deliberativo, o professor Sylvio Ferreira externou sua indignação, diante do fato ocorrido.
“Isso é inadmissível, inadmissível ações preconceituosas, atos discriminatórios; esses atos devem ser passíveis de penalidade, castigo e punição. O Santa Cruz, hoje, está tomando uma atitude exemplar e o Ministério Público levará isso adiante e que fique registrado na nossa história como um dos atos afirmativos do Santa Cruz em defesa dos interesses dos seus associados e princípios históricos. Esta é uma ação radicalmente afirmativa no combate a qualquer forma de preconceito, discriminação, segregação e de qualquer pessoa que queira estabelecer um espírito separatista, segregacionista com esses discursos na sociedade e neste País”, disse Sylvio Ferreira.
De acordo com a Coordenadora do GT Racismo do MPPE, Bernadete Azevedo, o torcedor alvirrubro, Luiz André Lapenda, poderá ser enquadrado no crime de racismo e pegar pena de reclusão, de um a cinco anos, sem direito a fiança.
“Está caracterizado o crime de racismo, que é um crime grave, inafiançável, imprescritível e que deve ser rigorosamente punido como a lei prevê: pena de um a cinco anos de reclusão, por se tratar de redes sociais, onde causa um dano maior à medida que se propaga e se torna mais danosa”, explicou Bernadete Azevedo.
Escute as entrevistas com ALN, Professor Sylvio Ferreira, Agnaldo Fenelon, Bernadete Azevedo e Cristiane de Gusmão Medeiros, nesta terça-feira 30, no MPPE.

