Gesto: Meia João Paulo realiza sonho do garoto Cauã Angel
Futebol Profissional

Gesto: Meia João Paulo realiza sonho do garoto Cauã Angel

por Comunicação / Santa Cruz2 min de leitura

Futebol, paixão e emoção podem ser palavras que se tornam sílabas especiais - por assim dizer - dentro do vocabulário esportivo, muito mais, quando se trata de uma modalidade que atrai milhões de…

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Futebol, paixão e emoção podem ser palavras que se tornam sílabas especiais - por assim dizer - dentro do vocabulário esportivo, muito mais, quando se trata de uma modalidade que atrai milhões de pessoas no mundo inteiro.

Uma amostra peculiar do poder atrativo e envolvente do futebol foi visto na tarde desta quarta-feira (25), no Estádio José do Rego Maciel, antes do elenco de profissionais iniciar mais um treino da semana.

Sentado na sua cadeira de rodas, à beira do túnel que dá acesso ao gramado, o garoto Cauã Angel, 10 anos, portador de escoliose e artrogripose, aguardava com olhos ansiosos o seu grande ídolo no Mais Querido: o meia João Paulo.

O Curumim Coral - por conta da chuva na goleada sobre o Serra Talhada, no último sábado (21) -, não teve a chance de se aproximar do ídolo, na ocasião, e teve que se contentar em vê-lo do Setor de Cadeirantes, nas Sociais do Arruda.

Na verdade, Cauã - sem poder levar o meia como troféu humano - queria, pelo menos, ter a camisa do 10 Coral, autografada com dedicatória especial. Focado no sonho, Cauã, enfim, ficou frente à frente com João Paulo.

Na hora do encontro, olhos nos olhos e, de perto, aquele que, em campo - para Cauã - "é o cara" do time. "Estou muito feliz! João Paulo - para mim - joga muito!", resumiu com um riso largo.

João Paulo dispensou atenção especial ao jovem torcedor do Santa Cruz e comentou sobre o encontro. Para o atleta, a paixão do torcedor especial é uma lição de vida que o mesmo dá, mesmo sem poder correr atrás da bola de futebol, coisa que - para o garoto -, o meia faz com maestria.

"Meu encontro com o Cauã foi marcante, desde que eu soube que ele tem essa admiração por mim. Cheguei até a ficar muito tocado porque estou há tão pouco tempo no clube e tenho um reconhecimento desses, então, fico até sem palavras pra expressar o que eu sinto", falou inicialmente emocionado.

"Na nossa conversa, pude passar para ele um pouco do meu sentimento e agradecer, vendo sua luta diária com a deficiência física. Isso dá muita força para o jogador e, como pessoa, a gente - às vezes reclama da vida - e ele, mesmo com essa deficiência, encara a vida numa boa. Serviu para mim muito mais como pessoa, como cidadão, para pensar e não reclamar da vida, como ele: sempre de cabeça erguida, foi isso que disse a ele e espero que a gente volte a se encontrar, novamente, mais à frente", finalizou João Paulo.

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