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05/11

2.294 quilômetros de paixão

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2.294 quilômetros de paixão

Uma coisa é ser fanático por um time de futebol da cidade em que você nasceu ou mora. Ou herdar dos pais e dos avós a paixão pelas cores de um clube. Difícil, bem mais difícil, é o amor por um time despertar quase que por obra do acaso e cultivá-lo à distância, enfrentando a estranheza de parentes e amigos. É assim que a professora carioca Cristina Frazão vive sua relação com o Santa.

Nesta sexta-feira, 4 de novembro, Cristina voltou ao Recife graças a uma passagem a ser paga em 10 prestações. Motivo da viagem: assistir à partida Santa Cruz x América-MG. Depois do jogo vai ao aeroporto pegar o avião que a levará de volta ao Rio de Janeiro, onde suas duas filhas e a netinha a esperam no bairro suburbano de Parada de Lucas.

“Venho acompanhando as dificuldades do clube. Tinha que fazer minha parte, então vim para ajudar”. 

Sem parentes pernambucanos e sem jamais ter vivido em Recife, Cristina foi tomada pela paixão coral durante as férias de 2013. “Durante um passeio, muitas pessoas pela rua usando camisas tricolores. Fiquei espantada quando o motorista do táxi falou que o time estava na série C e iria ter uma partida decisiva naquele dia”. 

Ela sentiu que fazia parte daquilo, percebeu que seu amor pelo samba e o orgulho por ter a pele negra estavam ligadas, apesar dos 2.294 quilômetros àqueles homens, mulheres e crianças que seguiam para as arquibancadas de cimento da avenida Beberibe. Depois do passeio, foi ao shopping e comprou sua primeira camisa, um peça retrô de listas horizontais.

“Antes eu achava que era Fluminense, mas quando vesti a camisa, entendi que nunca tinha realmente torcido por um time de futebol”.

Durante um ano, Cristina acompanhou o Santa pela internet e pela televisão. Programou-se para assistir um jogo da Série B 2014 no Arruda, mas errou os cálculos e acabou comprando a passagem de volta para a véspera da partida. Seu primeiro jogo “em casa” foi contra a Luverdense, pela segundona do ano passado. Estreou com pé-quente.

No jogo do acesso contra o Mogi Mirim, era uma das torcedoras que marcaram presença em Itu. Esse ano, quase foi à loucura em Campina Grande quando Tiago Cardoso levantou o troféu da Copa do Nordeste e viu o empate contra o Fluminense, aquele em que Grafite marcou dois gols, em Volta Redonda. O time nunca perdeu com sua presença no estádio, qualquer estádio.
Amanhã, Cristina estará no Arruda porque é tricolor na alegria e na tristeza. Ela veio ao Recife por amor à camisa.

 

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