O que o Santa Cruz fez, ninguém havia feito. Desde que a Série B passou a ser disputada em pontos corridos, na temporada 2003, nenhuma equipe havia conquistado uma reação tão grande como esta do Tricolor, durante a Segunda Divisão de 2015. O Mais Querido chegou na sétima rodada desta edição com apenas cinco pontos. Neste cenário, a maioria dos times acabou rebaixada.
Nunca, em uma situação como essa, um clube havia chegado no acesso. Nunca até aqui. Até o Santa Cruz voltar a mostrar que é, de fato, um time de chegada. A reação coral se iniciou justamente a partir da oitava rodada. Não por coincidência, foi na estreia do técnico Marcelo Martelotte que o Tricolor arrancou no sentido da elite do futebol brasileiro.
A primeira partida de Martelotte foi diante do Ceará. Um empate em 3×3 na Arena Castelão, mas com o Santa Cruz apresentando um bom futebol e com a vitória nas mãos até os 48 do segundo tempo. A igualdade tardia não tirou a moral do elenco tricolor. Nas rodadas seguintes, o Mais Querido venceu Sampaio Corrêa e Bragantino. E não parou mais.
De lá para cá, na pior das hipóteses, o Santa Cruz tem uma campanha de líder do campeonato. Considerando este recorte do campeonato, a partir da oitava rodada, o Tricolor chegaria na última rodada com chances de reais de conquistar o troféu da Série B 2015. Isto dimensiona perfeitamente o tamanho da reação coral.
Em 2009, o Ceará realizou um feito parecido com o do Mais Querido. O clube cearense foi quem mais se aproximou de uma reviravolta tão grande. O alvinegro chegou na sétima rodada da Série B com seis pontos e conquistou o acesso para a Primeira Divisão. Mas, na frieza dos números, a reação coral foi ainda mais impressionante. Não seria absurdo dizer que esta foi a maior reviravolta da história de toda a Série B.