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06/10

Santa Cruz fecha parceria com a paratleta Abinaecia Maria da Silva, do Parabadminton

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Santa Cruz fecha parceria com a paratleta Abinaecia Maria da Silva, do Parabadminton

O Santa Cruz nasceu para o futebol. Diferente de outros clubes também fundados no início do século passado, o Tricolor não migrou de um nicho esportivo para outro. Ele já nasceu enraizado nos gramados. Mas isso em nada impede que a Cobra Coral também se destaque em outros esportes. Ao longo de sua centenária história, diversas modalidades também encontraram no Arruda um ambiente para chamar de casa. E não faltaram craques e atletas vitoriosos ao longo dessa caminhada. Nomes como Pampa, campeão olímpico do vôlei em Barcelona, Maria Cristina e Janete no basquete, Diógenes Moraes no Judô, se destacaram assim como tantos outros atletas que deram passos vitoriosos representando o Santa Cruz.

Agora chegou a vez de Abinaecia Maria da Silva brilhar vestindo a camisa do Santa Cruz no parabadminton. Aos 27 anos, a experiente paratleta que integra a Seleção Brasileira da modalidade terá o clube coral como parceiro para a disputa do VI Campeonato Brasileiro de Parabadminton, que inicia nesta sexta-feira (7) e encerra no próximo domingo (10) – a viagem para São Paulo aconteceu nesta quarta (6).

Bia – como gosta de ser chamada – compete na classe SL3 (comprometimento dos movimentos em uma ou duas pernas, mas sem auxílio de prótese ou cadeira de rodas) e disputará medalha nas categorias Simples Feminino, Duplas Feminino (ao lado de Simoní Felizardo) e Duplas Mista (ao lado de Ricardo Cavalli).

Será a primeira competição oficial do parabadminton no Brasil desde a paralisação devido à pandemia de covid-19. E para Bia também representará a volta desde a sua medalha de bronze conquistada no Para-Panamericano de Lima, no Peru, em 2019. Desta vez, a paratleta carregará no peito o escudo e as cores do Santa Cruz. Uma identificação que nasceu desde cedo em Bia e agora se oficializa numa relação que simboliza muito mais que o apoio financeiro (deslocamento, uniformização, estadia e alimentação).

“O Santa Cruz abriu uma nova porta e com ela veio esse escudo. E eu sei que isso vai me levar muito além. Espero algum dia estar ali naquela parede (galeria de grandes atletas do clube), representando o badminton”, destacou Bia, antes de já se mostrar familiarizada com o clube. “A partir do dia em que eu comecei a vestir essa camisa eu já fui vista de uma forma diferente. É como se ela me abraçasse. Esse escudo já faz parte de mim. Aqui eu vi que todo mundo é uma família e todo mundo quer se ajudar com um só objetivo: fazer crescer o esporte.”

Bia carrega consigo uma bagagem de experiência como poucos. Natural do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, já aos dois anos de idade aprendeu a lidar com os obstáculos da vida após contrair poliomielite. Voltar a andar, se inserir na sociedade, vencer no esporte. Tudo isso Bia conquistou e conquista a cada dia, com uma receita que mistura obstinação a uma carga de alegria e leveza que ficam evidentes no simples ato de se apresentar. “Eu sou paratleta de parabadminton – para quem não conhece, peteca e raquete. Sou filha, sou esposa, sou pessoa com deficiência, e sou feliz, que é o mais importante.”

Apresentada ao Badminton pelo professor de educação física Pericles Freitas, encontrou no esporte um caminho para conquistar o devido respeito. Começou a competir, a conquistar medalhas, rodar o país e o mundo em competições oficiais, e em 2017 passou a representar oficialmente o Brasil. Sempre obstinada, Bia quer e sabe que pode chegar ainda mais longe. Não só em seu legado em tudo o que já representa no esporte, mas para a sociedade como um todo.

“Meu principal objetivo de vida é mostrar para as pessoas, e principalmente mulheres, que elas não são indefesas e nem incapazes, independentemente de qualquer deficiência. Se elas querem chegar a algum lugar, elas podem chegar. Mostrar para as pessoas que o esporte é uma ferramenta muito forte. Ele educa, socializa, faz tudo. Assim como o esporte me alcançou, eu quero que ele alcance outras pessoas também”, almeja.

“Onde eu chegar, o escudo do Santa Cruz, a família Santa Cruz vai chegar também. Vou representar, dar o meu melhor, o meu máximo. Porque enquanto o nome de Bia crescer, o Santa Cruz vai crescer também”, conclui.

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA COM BIA

Texto e fotos: Diego Borges/Santa Cruz

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