A atmosfera no Arruda tinha algo de especial.
Na chegada do Expresso Coral, o atacante Grafite olhou para a torcida, cerrou os punhos e agradeceu o apoio. Um gesto muito simbólico. Em sua expressão, estava representada toda a determinação e a confiança do Santa Cruz para a partida.
Bem próximo dali, o Orquestrão Tricolor fazia o esquenta para ocupar as arquibancadas do Arruda. Durante os noventa minutos, os músicos fizeram uma festa emocionante.
Dentro de campo, o Santa Cruz correspondeu do início ao fim. O time todo mostrou qualidade e, acima de tudo, vontade. A raça estava presente em cada disputa de bola.
Os atletas queriam muito um resultado positivo. Grafite voltou a ser Grafite. Encerrou o jejum, marcou três gols e teve participação ativa no ataque coral.

Keno, Pisano, Uillian Correia, Derley, João Paulo… a equipe tricolor fazia uma partida impecável.
Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, o Independiente Medellín aproveitou a única falha do Santa no jogo. Ibarguen marcou e deu números finais ao placar. 3×1.
Aos 44, Mazinho ainda teve chance clara, na frente da meta. Era o gol da classificação. O goleiro adversário salvou.
O lugar nas quartas de final da Sul-americana esteve muito perto. Não veio.
Mas, nem assim, a energia do Arruda foi apagada. Foi uma noite histórica e emocionante.
No apito final, aplausos. Para o time, para a torcida, para tudo que foi feito na primeira competição oficial do clube fora do Brasil.
Muitas outras virão.
